Era uma vez...
O quê mesmo?
Era uma vez tanta coisa que não caberia em poucas linhas. Últimos dias do ano e o fato indiscutível é que 2011 poderia ser descrito pela expressão “era uma vez”...
Era uma vez um buquê de girassóis que recebi estes dias e que tenho vontade de vê-los voando pela janela... Girassóis voadores! Alados, talvez? Ou apenas lindas flores que nada mais representam, exceto a ponta de um iceberg maior do que aquele que afundou o Titanic? Não sei ao certo... era uma vez.
Falar de flores quando elas são um NADA em meio ao TUDO significa?...
Era uma vez um casal feliz... até o dia em que o marido dela veio tentar me agarrar dizendo que eu era a única amiga dela que o atraía? Ou era uma vez um casal inexistente, com monogamia unilateral e nariz de palhaço esperando para ser usado por uma das partes?
Era uma vez alguém que eu amava incondicionalmente e admirava... e hoje tenho vontade de vomitar ao falar com ele? Ou era uma vez alguém muito míope que não o enxergava como ele era? Aliás, pensando melhor... era uma vez uma loira – eu! – que precisava urgentemente de um oftalmologista para avaliar seu elevado grau de miopia e recomendar uma cirurgia corretiva?
Falando das besteiras para encobrir o “era uma vez”... os planos desfeitos... as crenças descrentes... as confianças quebradas... as esperanças desesperantes... Era uma vez alguém que tenta sempre manter o bom humor e rir das próprias desgraças, mas que foi atropelada por um 2011 que já vai tarde! Era uma vez alguém que se fosse suicida, em vez de ficar rindo de si mesma, estaria voando junto com os girassóis pela janela...
1 bichaloirices:
Esse mês de dezembro é o mês do balanço emocional, de vida. Eu ainda não entrei nesse clima, mas certamente posso dizer com certeza que 2011 foi infinitamente melhor que 2010. Nessa mesma época do ano passado estava numa bruta deprê por conta da minha primeira cirurgia mal sucedida.
Beijocas
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