Não sei quanto ao resto das pessoas do mundo, mas pra mim 2009 passou voando! Começou, pisquei, quando vi já era dezembro. E este ano termina com saldo positivo.
Iniciei o ano em Floripa com muito doce e galgando o degrau mais alto (depois desse, a tendência é escada abaixo total...rs...). Voltei e ganhei o melhor presente de aniversário atrasado que poderiam me dar. Em fevereiro, tive um carnaval atípico e recebi uma visita surpresa vinda do outro lado do Atlântico (visita que se repetiria em outubro e que merece o seguinte comentário: pode ser o acaso, mas ele sempre aparece na hora certa). Voltei pra academia... todo ano eu volto e dura no máximo 2 meses isso, daí retorno ao de sempre: dança, bike e ioga (detesto academia e todo ano insisto em ver se dessa vez funciona... mas nunca funciona). Dei aulas pra graduação. Minha mais nova sobrinha nasceu. Tive duas recaídas e alguns repetecos. Passei na qualificação do mestrado (ui... daqui a pouco defendo a dissertação... socorroooo!!!). Voltei a usar lentes de contato. Joguei inseticida em algumas relações pessoais. Conheci pessoas bacanas. Voltei pra terapia. Voltei pros cursinhos. Fiz mais um check-up (se eu for morrer logo, não será de doença...rs...). Estudei muito. Etc, etc, etc.... e mais etc.
2009 se foi... voando... mas foi bom demais!!! Os amigos que continuaram, e os novos amigos, fizeram (e fazem!) toda a diferença. Aliás, dessa vez por causa de estudo e trabalho eu passarei o reveillon longe do mar... pra compensar, a virada é lua cheia e teremos uma linda festa entre amigos (e nada melhor do que estar na cia de pessoas queridas né).
FELIZ 2010 pra todos!!!
30/12/2009
28/12/2009
como perder (ou ganhar) um dia
28 de dezembro de 2009 fica como recordação de como um dia pode ser jogado no lixo devido a forças exógenas. Também fica como recordação de um dia que tinha tudo pra ser um daqueles very bad hair days ... e não foi.
Despertador tocando 6:30 da manhã. Fiz um sanduíche, enchi uma garrafinha de suco de laranja e a minha mini garrafa térmica de café, joguei tudo na minha bolsa térmica rosa pink, peguei um livro de economia e meu i-pod, e fui. Destino: Detran. Motivo: fazer vistoria para transferir um carro pro meu nome.
Exatamente às 13:32 fizeram a vistoria no carro. Apenas pouco mais de 6hs da minha vida gastas esperando pra fazer uma vistoria que não leva nem 10 minutos. Pra piorar, o filho da p* do vistoriador não olhou nem se eu tinha estepe, não checou extintor, não conferiu se setas estavam funcionando... Mas me mandou retirar o peito de aço (uma espécie de grade pra proteger colocada embaixo do carro).
Linda e loira indo atrás de uma oficina pra tirarem o negócio... Peito de aço retirado, voltei ao Detran, finalizei a vistoria. E mais espera na outra fila pra efetuar a transferência e pegar o documento novo. Resultado: quando consegui sair dali pra almoçar, já era mais de 16hs. Falta de respeito com os cidadãos é pouco pra definir uma palhaçada dessas...
O surpreendente é que, de acordo com o calendário, estou na TPM... e não perdi a calma em nenhum momento durante esta epopéia. Aproveitei pra adiantar estudos, ouvir música, conversar com os outros coitados que estavam ali na mesma situação. E quando eu estava ali dentro do galpão esperando ser chamada para a vistoria, em vez de proferir palavras de diminuto calão, eu dava risadas. Observando as pessoas emputecidas e pensando... "e se estivéssemos nos EUA e alguém que está emputecido enlouquecesse e saísse metralhando esse bando de inúteis e incompetentes do Detran? Ia ser tão legal..."
Depois do meu almoço tardio li um pouco e fui dar umas voltinhas de bike ali no parque. Não estressei enquanto estava no circo-Detran, por que estressaria depois? É... ganhei um dia a mais sem câncer, úlceras ou gastrites na minha vida. Hoje, se eu estivesse num jogo de RPG, teria atingido o nível épico de ZENzisse.
Despertador tocando 6:30 da manhã. Fiz um sanduíche, enchi uma garrafinha de suco de laranja e a minha mini garrafa térmica de café, joguei tudo na minha bolsa térmica rosa pink, peguei um livro de economia e meu i-pod, e fui. Destino: Detran. Motivo: fazer vistoria para transferir um carro pro meu nome.
Exatamente às 13:32 fizeram a vistoria no carro. Apenas pouco mais de 6hs da minha vida gastas esperando pra fazer uma vistoria que não leva nem 10 minutos. Pra piorar, o filho da p* do vistoriador não olhou nem se eu tinha estepe, não checou extintor, não conferiu se setas estavam funcionando... Mas me mandou retirar o peito de aço (uma espécie de grade pra proteger colocada embaixo do carro).
Linda e loira indo atrás de uma oficina pra tirarem o negócio... Peito de aço retirado, voltei ao Detran, finalizei a vistoria. E mais espera na outra fila pra efetuar a transferência e pegar o documento novo. Resultado: quando consegui sair dali pra almoçar, já era mais de 16hs. Falta de respeito com os cidadãos é pouco pra definir uma palhaçada dessas...
O surpreendente é que, de acordo com o calendário, estou na TPM... e não perdi a calma em nenhum momento durante esta epopéia. Aproveitei pra adiantar estudos, ouvir música, conversar com os outros coitados que estavam ali na mesma situação. E quando eu estava ali dentro do galpão esperando ser chamada para a vistoria, em vez de proferir palavras de diminuto calão, eu dava risadas. Observando as pessoas emputecidas e pensando... "e se estivéssemos nos EUA e alguém que está emputecido enlouquecesse e saísse metralhando esse bando de inúteis e incompetentes do Detran? Ia ser tão legal..."
Depois do meu almoço tardio li um pouco e fui dar umas voltinhas de bike ali no parque. Não estressei enquanto estava no circo-Detran, por que estressaria depois? É... ganhei um dia a mais sem câncer, úlceras ou gastrites na minha vida. Hoje, se eu estivesse num jogo de RPG, teria atingido o nível épico de ZENzisse.
26/12/2009
dancinha de sábado
E já que hoje é meu aniversário, a minha dança preferida. E não, dança do ventre não é só aquilo que as pessoas estão acostumadas por aí (o leque de possibilidades é infinito, e por isso escolhi uma dança do ventre não-tradicional para colocar aqui).
25/12/2009
23/12/2009
22/12/2009
Top 5 - séries II
Mais um Top 5... já que também tenho leitores do sexo masculino, presentinho pra eles: as mulheres que acho mais atraentes das séries (ok, provavelmente meu gosto é diferente do gosto masculino, aprecio inteligência e personalidade forte tanto quanto beleza, mas... gosto cada um tem o seu né, e eu não sou e nem quero ser homem nunquinha!)
TYRA BANKS, de America's Next Top Model
Black is beautiful! Angel da Victoria's Secret, apresentadora e produtora, e agora também cantora. Tyra arrasa!!!

SERENA VAN DER WOODSEN, de Gossip Girl
Mais do que bonita e ovelha negra da família, acho ela uma fofa.

Dr. REMY HADLEY, de House
Pra mim, a médica bissexual mais sexy da TV.

BLAIR WALDORF, de Gossip Girl
Uma manipuladora que só se dá mal... linda, bem vestida e romântica.

Dr. ADDISON MONTGOMERY, de Private Practice
Ok, a série é péssima... Mas quem disse que mulheres acima dos 40 não podem ser lindas e sexy?
TYRA BANKS, de America's Next Top Model
Black is beautiful! Angel da Victoria's Secret, apresentadora e produtora, e agora também cantora. Tyra arrasa!!!

SERENA VAN DER WOODSEN, de Gossip Girl
Mais do que bonita e ovelha negra da família, acho ela uma fofa.

Dr. REMY HADLEY, de House
Pra mim, a médica bissexual mais sexy da TV.

BLAIR WALDORF, de Gossip Girl
Uma manipuladora que só se dá mal... linda, bem vestida e romântica.

Dr. ADDISON MONTGOMERY, de Private Practice
Ok, a série é péssima... Mas quem disse que mulheres acima dos 40 não podem ser lindas e sexy?
19/12/2009
dancinha de sábado
Pra começar, eu adoro os filmes do Carlos Saura... pra terminar, dança dos 7 véus não é coisa de filme pornô!
17/12/2009
Top 5 - séries
Não é segredo que eu gosto de assistir séries nas horas livres. Então... o TOP 5 de homens mais atraentes (podem discordar, mas estes são meus favoritos disparados... e gosto, cada um tem o seu).
Dr. HOUSE, de House
Acho sarcasmo e inteligência coisas extremamente sexy.

CHUCK BASS, de Gossip Girl
Um pouco de sarcasmo, cinismo, jeitinho de mau, um 'quê' de melancolia, bem vestido, gato e charmoso.

DAMON SALVATORE, de Vampire Diaries
O vampiro malvado mais gato e sexy da TV... deixava me morder fácil!

Dr. MARK SLOAN, de Grey's Anatomy
Um cirurgião plástico gato desses, com jeitinho de cafajeste... Very McSteamy indeed!

DEAN WINCHESTER, de Supernatural
Gato, jeitinho de mau, másculo, decidido... e a voz... Que voz sexy é aquela?!!!
Dr. HOUSE, de House
Acho sarcasmo e inteligência coisas extremamente sexy.

CHUCK BASS, de Gossip Girl
Um pouco de sarcasmo, cinismo, jeitinho de mau, um 'quê' de melancolia, bem vestido, gato e charmoso.

DAMON SALVATORE, de Vampire Diaries
O vampiro malvado mais gato e sexy da TV... deixava me morder fácil!

Dr. MARK SLOAN, de Grey's Anatomy
Um cirurgião plástico gato desses, com jeitinho de cafajeste... Very McSteamy indeed!

DEAN WINCHESTER, de Supernatural
Gato, jeitinho de mau, másculo, decidido... e a voz... Que voz sexy é aquela?!!!
14/12/2009
power and prosperity
Depois de futilidades, vem um pouquinho de seriedade. Pra quem não entendeu nada deste post, um resuminho bem resumido que fiz do livro (aconselho a leitura deste e de outros livros pra quem gosta de política e economia... ajuda inclusive a entender bastante a situação deprimente desse nosso país/circo que tem no centro do picadeiro um governo talvez mais corrupto do que o governo Collor, atuando junto com vários grupos de interesse que o apóiam porque ganham com isso e um bando de palhaços ignorantes votando e elegendo os atores principais... pão e circo dos tempos romanos é pouco pra descrever nossa democracia perfeita!).
POWER AND PROSPERITY – Outgrowing Communist and Capitalist Dictatorships
autor: Mancur Olson
Por que algumas economias se saem melhor do que outras? Como a sociedade encoraja o tipo de economia de mercado que continuamente gera aumento de renda? Como tipos de governo afetam a performance econômica? Mancur Olson busca responder a estas e outras perguntas no decorrer de sua obra.
No livro “Power and Prosperity”, Mancur Olson explica que existem algumas condições básicas necessárias para a prosperidade. Entre estas condições estão o cumprimento dos direitos de propriedade, que inclui o cumprimento de contratos voluntários e a ausência de ações predatórias. Quando o próprio governo se torna o maior predador e quando este passa a violar, ao invés de fazer com que sejam cumpridos os direitos à propriedade e os contratos, as condições necessárias para a prosperidade diminuem significativamente.
O autor divide os tipos de governos em “hunther-gatheres” (algo como badidos, assaltantes que estão de passagem por determinado local), anarquias, autocracias e democracias e, assim como as últimas seriam as melhores formas de governo, as anarquias seriam as piores. Nas anarquias, os indivíduos de uma sociedade deparam-se com muitos males, incluindo ataques de bandidos passageiros. A atividade econômica em uma anarquia é muito arriscada e, por este motivo, a quantidade de bens produzidos diminui.
Um bandido passageiro pode descobrir que é de seu interesse tornar-se um bandido estacionário, um autocrata. Na metáfora utilizada por Olson, ele então usaria o tipo de proteção que a máfia utiliza em sua área de influência, suprimindo outros bandidos e, desta forma, aumentando a performance econômica e, ao mesmo tempo, extorquindo riqueza dos cidadãos para servir à sua própria visão de poder e glória. O autor analisa o que ele classifica como o maior bandido estacionário, Joseph Stalin. Ao contrário do que pregava o marxismo real, “de cada um, segundo sua capacidade, a cada um, segundo suas necessidades”, o stalinismo teria sido, segundo o autor, “de cada um, segundo sua capacidade, ao homem no comando”.
Contrariando o senso comum a respeito dos incentivos ao trabalho numa sociedade comunista, Stalin criou incentivos bizantinos ao trabalho. Trabalhar normalmente merecia salários de fome e o trabalho excedente pagava a preços de mercado. Se receber a mais pelas horas que excediam a jornada de 40 horas de trabalho semanais não servisse de incentivo, havia a ameaça de expurgo, tornando a ansiedade, segundo o autor, uma aliada do autoritarismo. Olson diz que Stalin teria sido mais eficiente em atingir suas metas se simplesmente tivesse introduzido uma economia de mercado, cobrado impostos e exigido que todos trabalhassem 15 horas por dia, 7 dias por semana.
Para o autor, quando o comunismo funciona bem, ele é somente semi-eficiente e, mesmo assim, essa semi-eficiência não dura muito tempo e o comunismo afunda na burocracia: corrupção, incompetência e a dinâmica dos grupos de interesse criam uma condição que gradualmente piora algo que já é ruim. Mesmo que os cidadãos trabalhem muito, o planejamento e a administração são ruins e pioram porque os responsáveis pela administração conseguem aumentar os subsídios para níveis de produção cada vez piores. Olson diz que o colapso da União Soviética foi em parte gerado pela falta de renda. Existiam múltiplos interesses pedindo subsídios e pouca renda de impostos. A URSS elegeu subsidiar imprimindo mais moeda, o que levou a um desastre econômico.
O autor avisa que não se deve ter muitas esperanças em nenhuma ditadura, pois mesmo quando são benevolentes, continuam uma opção ruim. Ditadores morrem e o ditador seguinte geralmente é pior do que o anterior. Autocracias podem prosperar por algum tempo, mas eventualmente lideranças desastrosas emergem. Extorção, clientelismo, caprichos e a crueldade dos autocratas conflitam com o que realmente importa em uma sociedade.
Uma das conclusões do autor é a de que direitos são essenciais. Direitos de propriedade seguros e transparentes, o poder imparcial de fazer cumprir as leis e a falta de bandidos são necessários para o crescimento econômico no longo prazo. Países menos desenvolvidos que são displicentes com os direitos cometem um grande erro. Outras coisas que arruínam uma economia são: acúmulo de dívidas, impressão exagerada de moeda, lobby de grupos de interesse e negligenciar o pagamento de empréstimos. Do mesmo modo, o crime organizado, os subsídios, a ganância dos líderes e a corrupção oficial também arruínam uma economia, ainda que exista muito investimento, tecnologias e cidadãos que trabalhem bastante.
As economias deveriam ter um alto índice de investimentos de longo prazo, algo que está se tornando mais raro nas democracias e é quase impossível nas autocracias. Olson afirma que mesmo autocratas que buscam a estabilidade têm forte incentivo a fazer empréstimos, imprimir muita moeda e confiscar arbitrariamente propriedades – os investidores sabem disso e, consequentemente, preferem ignorar investimentos que apresentam baixo risco em países autocráticos, pois também sabem que a situação pode modificar-se no futuro próximo.
De acordo com o autor, os mercados não são tão importantes como muitos afirmam, eles são onipresentes, já que existem muitos vendedores até nas nações mais pobres. Direitos de propriedade estáveis, cumprimento obrigatório dos contratos (entre os contratos, Olson diz que os relativos a hipotecas são especialmente importantes), mercados de capital líquidos e corporações com pouca deficiência são mais importantes, segundo o autor.
Apesar de afirmar que o melhor sistema é a democracia, o autor também faz críticas aos países mais prósperos e às democracias. Para ele, os países mais prósperos têm muitos desafios econômicos: um destes desafios é o subsídio a indústrias que perdem dinheiro, pois subsidiá-las é um empecilho maior ao crescimento econômico do que os próprios custos do subsídio, não importando se estas indústrias são perdedoras apenas por azar. Para o autor, as proteções dadas pelo governo deveriam ser em nível do indivíduo, não das indústrias. A transferência de renda para as indústrias, visando ajudar aos indivíduos, cria desastres econômicos, e um subsídio é pior do que o seguro-desemprego, em termos sociais e econômicos.
As democracias também têm falhas, incluindo o que Olson chama de “demoesclerose” dos grupos de interesse e a ignorância dos eleitores. Estas falhas, para o autor, podem ser resolvidas com conhecimento e educação – e isso demonstra porque algumas democracias são mais prósperas e estáveis do que outras.
O autor sugere alguns fatores que atuaram no surgimento das primeiras democracias estáveis: algum tipo de proteção, geográfica ou não, contra a conquista de autocracias; poder balanceado e disperso dentro da democracia, dificultando a emergência de autocratas; um executivo forte, mas não forte o bastante para atuar sozinho, e poderes independentes para que exista sucessão no governo.
Olson usa o Dilema do Prisioneiro para dissertar sobre os incentivos que os indivíduos têm em situações coletivas, concluindo que o exemplo dos prisioneiros tem limitada aplicação em ciência social pelo fato de que dois prisioneiros em salas separadas de interrogatório não podem se comunicar, nem assinar contratos que os vincule. Ao mesmo tempo, ele também diz que a habilidade de acumular riqueza é determinada pelo sucesso que os indivíduos podem ter na arena de competição política. Ganhar benefícios do Estado, ou ter o poder coercitivo do governo ao seu dispor, é mais importante do que ser um membro produtivo da economia. Indivíduos, seguindo seus instintos competitivos e seus interesses racionais, aprendem a operar num contexto econômico com conivência política.
A partir da leitura da obra de Mancur Olson, pode-se concluir que ditaduras e atividades ruins para o bem comum dentro de uma democracia devem ser enfrentadas com conhecimento econômico. Nas palavras do autor: “No historical process that is understood is inevitable” (nenhum processo histórico que é entendido é inevitável). O Estado, entendido como governo e cidadãos, tem papel fundamental no destino de uma nação e deveriam cooperar para o bem comum, pois todos ganham com a cooperação.
POWER AND PROSPERITY – Outgrowing Communist and Capitalist Dictatorships
autor: Mancur Olson
Por que algumas economias se saem melhor do que outras? Como a sociedade encoraja o tipo de economia de mercado que continuamente gera aumento de renda? Como tipos de governo afetam a performance econômica? Mancur Olson busca responder a estas e outras perguntas no decorrer de sua obra.
No livro “Power and Prosperity”, Mancur Olson explica que existem algumas condições básicas necessárias para a prosperidade. Entre estas condições estão o cumprimento dos direitos de propriedade, que inclui o cumprimento de contratos voluntários e a ausência de ações predatórias. Quando o próprio governo se torna o maior predador e quando este passa a violar, ao invés de fazer com que sejam cumpridos os direitos à propriedade e os contratos, as condições necessárias para a prosperidade diminuem significativamente.
O autor divide os tipos de governos em “hunther-gatheres” (algo como badidos, assaltantes que estão de passagem por determinado local), anarquias, autocracias e democracias e, assim como as últimas seriam as melhores formas de governo, as anarquias seriam as piores. Nas anarquias, os indivíduos de uma sociedade deparam-se com muitos males, incluindo ataques de bandidos passageiros. A atividade econômica em uma anarquia é muito arriscada e, por este motivo, a quantidade de bens produzidos diminui.
Um bandido passageiro pode descobrir que é de seu interesse tornar-se um bandido estacionário, um autocrata. Na metáfora utilizada por Olson, ele então usaria o tipo de proteção que a máfia utiliza em sua área de influência, suprimindo outros bandidos e, desta forma, aumentando a performance econômica e, ao mesmo tempo, extorquindo riqueza dos cidadãos para servir à sua própria visão de poder e glória. O autor analisa o que ele classifica como o maior bandido estacionário, Joseph Stalin. Ao contrário do que pregava o marxismo real, “de cada um, segundo sua capacidade, a cada um, segundo suas necessidades”, o stalinismo teria sido, segundo o autor, “de cada um, segundo sua capacidade, ao homem no comando”.
Contrariando o senso comum a respeito dos incentivos ao trabalho numa sociedade comunista, Stalin criou incentivos bizantinos ao trabalho. Trabalhar normalmente merecia salários de fome e o trabalho excedente pagava a preços de mercado. Se receber a mais pelas horas que excediam a jornada de 40 horas de trabalho semanais não servisse de incentivo, havia a ameaça de expurgo, tornando a ansiedade, segundo o autor, uma aliada do autoritarismo. Olson diz que Stalin teria sido mais eficiente em atingir suas metas se simplesmente tivesse introduzido uma economia de mercado, cobrado impostos e exigido que todos trabalhassem 15 horas por dia, 7 dias por semana.
Para o autor, quando o comunismo funciona bem, ele é somente semi-eficiente e, mesmo assim, essa semi-eficiência não dura muito tempo e o comunismo afunda na burocracia: corrupção, incompetência e a dinâmica dos grupos de interesse criam uma condição que gradualmente piora algo que já é ruim. Mesmo que os cidadãos trabalhem muito, o planejamento e a administração são ruins e pioram porque os responsáveis pela administração conseguem aumentar os subsídios para níveis de produção cada vez piores. Olson diz que o colapso da União Soviética foi em parte gerado pela falta de renda. Existiam múltiplos interesses pedindo subsídios e pouca renda de impostos. A URSS elegeu subsidiar imprimindo mais moeda, o que levou a um desastre econômico.
O autor avisa que não se deve ter muitas esperanças em nenhuma ditadura, pois mesmo quando são benevolentes, continuam uma opção ruim. Ditadores morrem e o ditador seguinte geralmente é pior do que o anterior. Autocracias podem prosperar por algum tempo, mas eventualmente lideranças desastrosas emergem. Extorção, clientelismo, caprichos e a crueldade dos autocratas conflitam com o que realmente importa em uma sociedade.
Uma das conclusões do autor é a de que direitos são essenciais. Direitos de propriedade seguros e transparentes, o poder imparcial de fazer cumprir as leis e a falta de bandidos são necessários para o crescimento econômico no longo prazo. Países menos desenvolvidos que são displicentes com os direitos cometem um grande erro. Outras coisas que arruínam uma economia são: acúmulo de dívidas, impressão exagerada de moeda, lobby de grupos de interesse e negligenciar o pagamento de empréstimos. Do mesmo modo, o crime organizado, os subsídios, a ganância dos líderes e a corrupção oficial também arruínam uma economia, ainda que exista muito investimento, tecnologias e cidadãos que trabalhem bastante.
As economias deveriam ter um alto índice de investimentos de longo prazo, algo que está se tornando mais raro nas democracias e é quase impossível nas autocracias. Olson afirma que mesmo autocratas que buscam a estabilidade têm forte incentivo a fazer empréstimos, imprimir muita moeda e confiscar arbitrariamente propriedades – os investidores sabem disso e, consequentemente, preferem ignorar investimentos que apresentam baixo risco em países autocráticos, pois também sabem que a situação pode modificar-se no futuro próximo.
De acordo com o autor, os mercados não são tão importantes como muitos afirmam, eles são onipresentes, já que existem muitos vendedores até nas nações mais pobres. Direitos de propriedade estáveis, cumprimento obrigatório dos contratos (entre os contratos, Olson diz que os relativos a hipotecas são especialmente importantes), mercados de capital líquidos e corporações com pouca deficiência são mais importantes, segundo o autor.
Apesar de afirmar que o melhor sistema é a democracia, o autor também faz críticas aos países mais prósperos e às democracias. Para ele, os países mais prósperos têm muitos desafios econômicos: um destes desafios é o subsídio a indústrias que perdem dinheiro, pois subsidiá-las é um empecilho maior ao crescimento econômico do que os próprios custos do subsídio, não importando se estas indústrias são perdedoras apenas por azar. Para o autor, as proteções dadas pelo governo deveriam ser em nível do indivíduo, não das indústrias. A transferência de renda para as indústrias, visando ajudar aos indivíduos, cria desastres econômicos, e um subsídio é pior do que o seguro-desemprego, em termos sociais e econômicos.
As democracias também têm falhas, incluindo o que Olson chama de “demoesclerose” dos grupos de interesse e a ignorância dos eleitores. Estas falhas, para o autor, podem ser resolvidas com conhecimento e educação – e isso demonstra porque algumas democracias são mais prósperas e estáveis do que outras.
O autor sugere alguns fatores que atuaram no surgimento das primeiras democracias estáveis: algum tipo de proteção, geográfica ou não, contra a conquista de autocracias; poder balanceado e disperso dentro da democracia, dificultando a emergência de autocratas; um executivo forte, mas não forte o bastante para atuar sozinho, e poderes independentes para que exista sucessão no governo.
Olson usa o Dilema do Prisioneiro para dissertar sobre os incentivos que os indivíduos têm em situações coletivas, concluindo que o exemplo dos prisioneiros tem limitada aplicação em ciência social pelo fato de que dois prisioneiros em salas separadas de interrogatório não podem se comunicar, nem assinar contratos que os vincule. Ao mesmo tempo, ele também diz que a habilidade de acumular riqueza é determinada pelo sucesso que os indivíduos podem ter na arena de competição política. Ganhar benefícios do Estado, ou ter o poder coercitivo do governo ao seu dispor, é mais importante do que ser um membro produtivo da economia. Indivíduos, seguindo seus instintos competitivos e seus interesses racionais, aprendem a operar num contexto econômico com conivência política.
A partir da leitura da obra de Mancur Olson, pode-se concluir que ditaduras e atividades ruins para o bem comum dentro de uma democracia devem ser enfrentadas com conhecimento econômico. Nas palavras do autor: “No historical process that is understood is inevitable” (nenhum processo histórico que é entendido é inevitável). O Estado, entendido como governo e cidadãos, tem papel fundamental no destino de uma nação e deveriam cooperar para o bem comum, pois todos ganham com a cooperação.
12/12/2009
dancinha de sábado
Hoje, um pouquinho de flamenco... propositadamente um homem, pois acho uma pena existirem tão poucos homens que dançam.
11/12/2009
post bem fútil
Já disse o que eu acho das ‘nóias’ femininas relacionadas à aparência AQUI. Mas cada dia que passa aparece mais uma bizarrice. Dessa vez, em um momento de futilidade/fuga das leituras sérias que faço diariamente, me deparei com a barbie humana. Sou a favor de se cuidar sim, mas passar por uns 50 procedimentos estéticos?! Psiquiatra já!
Acho que se eu fosse homem, seria gay. Mulher tem cada ‘nóia’... Uma das coisas que me irrita é a famosa frase “estou gorda”. Quase sempre, ou a mulher que fica reclamando e dizendo que precisa de dieta não está gorda, ou ela realmente está gorda e não faz nada a respeito. 1- ninguém é perfeita, nem a Gisele Bündchen ou a Angelina Jolie, e gordura imaginária pede psiquiatra, não dieta; 2- se está gorda mesmo, vive reclamando e não faz nada, lamento, mas nem lipo adianta se a pessoa depois não se alimentar direito e não fizer exercícios físicos.
Outra coisa feminina que me irrita é mulher solteira que só tem um assunto: homem. Ou é pra reclamar deles, ou pra falar que queria um namorado... Mas só sabe falar em homem. Minha amiga Angie criou uma metáfora ótima pra isso um dia em que tivemos o desprazer de sentar num bar com uma pessoa que só sabia falar em homem. O sistema solar. Se você é um planeta que só sabe girar ao redor do sol, um dia ou o sol cresce demais e te engole, ou ele se apaga. De qualquer forma, você se fode porque só sabe viver com essa translação e não consegue ser feliz sem isso.
Esquecendo as ‘nóias’ femininas e falando em futilidades... posso ser apedrejada, mas eu não entendo este frisson todo por causa da saga Crepúsculo. Assisti ao 1º filme em dvd e na tv a cabo, não fui ao cinema ver Lua Nova e nem devo ir (se for pra gastar meu dinheiro indo ao cinema, prefiro fazer o que fiz estes dias: fui ver Abraços Partidos, do Almodóvar... adorei, não é o melhor filme do diretor, mas eu sou suspeita pra falar dele, porque sou fã de carteirinha). Peguei emprestado o livro Crepúsculo e não consegui terminar a leitura... ‘mimimi’ adolescente demais pro meu gosto, e sem a melhor coisa do filme, o Robert Pattinson/Edward Cullen.
Continuando bem fútil... adoro descansar a cabeça assistindo séries. No quesito vampiresco, um belo dia assisti The Vampire Diaries por curiosidade, esperando uma cópia mal-feita do que já é mais ou menos (traduzindo: esperando uma cópia ruim de Crepúsculo). Me dei mal e agora é mais uma série que acompanho. Bem melhor que a historinha Bella-Edward, atores melhores e mais bonitos, roteiro inteligente. Mais uma série pra somar às que assisto sempre que posso: House, Supernatural, Gossip Girl, Law and Order: SVU, America’s Next Top Model.
Por sinal, pra finalizar o post fútil de hoje, preciso dizer que Brazil’s Next Top Model não dá. Cópia mal feita do ANTP. O que é aquela Fernanda Motta, com a cara de múmia e sem a menor expressividade, apresentando? Se Tyra Banks, apresentadora e produtora da versão que deu origem à cópia, estivesse morta, se reviraria no túmulo toda vez que a Fernanda Motta dissesse “tenho em minha frente 2 meninas, mas apenas uma foto em minhas mãos”. Fora que na versão brasileira tudo consegue ser pior, da abertura do programa aos jurados, passando pelas modelos.
Acho que se eu fosse homem, seria gay. Mulher tem cada ‘nóia’... Uma das coisas que me irrita é a famosa frase “estou gorda”. Quase sempre, ou a mulher que fica reclamando e dizendo que precisa de dieta não está gorda, ou ela realmente está gorda e não faz nada a respeito. 1- ninguém é perfeita, nem a Gisele Bündchen ou a Angelina Jolie, e gordura imaginária pede psiquiatra, não dieta; 2- se está gorda mesmo, vive reclamando e não faz nada, lamento, mas nem lipo adianta se a pessoa depois não se alimentar direito e não fizer exercícios físicos.
Outra coisa feminina que me irrita é mulher solteira que só tem um assunto: homem. Ou é pra reclamar deles, ou pra falar que queria um namorado... Mas só sabe falar em homem. Minha amiga Angie criou uma metáfora ótima pra isso um dia em que tivemos o desprazer de sentar num bar com uma pessoa que só sabia falar em homem. O sistema solar. Se você é um planeta que só sabe girar ao redor do sol, um dia ou o sol cresce demais e te engole, ou ele se apaga. De qualquer forma, você se fode porque só sabe viver com essa translação e não consegue ser feliz sem isso.
Esquecendo as ‘nóias’ femininas e falando em futilidades... posso ser apedrejada, mas eu não entendo este frisson todo por causa da saga Crepúsculo. Assisti ao 1º filme em dvd e na tv a cabo, não fui ao cinema ver Lua Nova e nem devo ir (se for pra gastar meu dinheiro indo ao cinema, prefiro fazer o que fiz estes dias: fui ver Abraços Partidos, do Almodóvar... adorei, não é o melhor filme do diretor, mas eu sou suspeita pra falar dele, porque sou fã de carteirinha). Peguei emprestado o livro Crepúsculo e não consegui terminar a leitura... ‘mimimi’ adolescente demais pro meu gosto, e sem a melhor coisa do filme, o Robert Pattinson/Edward Cullen.
Continuando bem fútil... adoro descansar a cabeça assistindo séries. No quesito vampiresco, um belo dia assisti The Vampire Diaries por curiosidade, esperando uma cópia mal-feita do que já é mais ou menos (traduzindo: esperando uma cópia ruim de Crepúsculo). Me dei mal e agora é mais uma série que acompanho. Bem melhor que a historinha Bella-Edward, atores melhores e mais bonitos, roteiro inteligente. Mais uma série pra somar às que assisto sempre que posso: House, Supernatural, Gossip Girl, Law and Order: SVU, America’s Next Top Model.
Por sinal, pra finalizar o post fútil de hoje, preciso dizer que Brazil’s Next Top Model não dá. Cópia mal feita do ANTP. O que é aquela Fernanda Motta, com a cara de múmia e sem a menor expressividade, apresentando? Se Tyra Banks, apresentadora e produtora da versão que deu origem à cópia, estivesse morta, se reviraria no túmulo toda vez que a Fernanda Motta dissesse “tenho em minha frente 2 meninas, mas apenas uma foto em minhas mãos”. Fora que na versão brasileira tudo consegue ser pior, da abertura do programa aos jurados, passando pelas modelos.
09/12/2009
sentimentos
Não costumo escrever sobre sentimentos por aqui... Mas juntando o ontem, quando me deu vontade de falar com algumas pessoas que eu gosto (pra dizer que tenho saudades e estas coisas babacas...rs... e sim, eu peguei o telefone e liguei, pois abomino gente que vive dizendo isso pela internet e não se dá ao trabalho de fazer uma simples ligação)... juntando isso com o post que eu li agora, veio a vontade de escrever sobre isso.
As poucas pessoas que me conhecem bem sabem que após o fim com o falecido eu fiquei bem mal (normal isso levando em consideração 5 anos e tudo que aconteceu) e, após o ‘mal’, Liana aqui virou um iceberg. Sem sentir, sem me envolver, e até gostando bastante disso.
Pra quem não conhece a história, sou uma das ‘incapacitadas mentalmente’ que a Norma cita no texto (sou a A.). Não escrevi este texto e ele foi escolhido entre os que recebi por 2 motivos: eu conheço os personagens e foi realmente o mais babaca. Mas uma coisa eu digo: este texto não contém nem 1/3 das babaquices totais do indivíduo (inclusive contém as mais ‘soft’).
Voltando ao iceberg... É bom não sentir e não se envolver, não ser afetada nem pelo presente e nem pelo passado. Sinceramente, eu apenas não me importava, não sentia e toquei minha vida, recoloquei tudo nos eixos, voltei a dançar, a estudar, a fazer tudo que eu gostava e ir atrás de tudo que eu queria.
Mas... um belo dia conheci um ser humano que derreteu esse iceberg. Não foi pra frente, não tenho nenhuma mágoa dele, não sinto nada por ele (nem amizade)... a não ser agradecer que ele tenha aparecido. Por quê? Sentir é uma merda, traz de volta inclusive lágrimas que ficaram esquecidas e não foram derramadas... Mas é a melhor coisa do mundo! Sentir mostra que ainda sou humana.
Algumas coisas voltaram-vieram à tona... Nada que derrube, mas como eu sei os efeitos que coisas não resolvidas podem ter, voltei pra terapia. Nessa de sentir, também acabei me envolvendo com um amigo... Uma pessoa que eu realmente amo mesmo, como pessoa... Mas que eu precisei tomar medidas drásticas pra afastá-lo. Bem aquela coisa de se eu continuasse próxima, naquele momento, com o que eu estava sentindo, eu ia acabar brigando feio com alguém que nunca fez nada contra mim. A confusa era eu, não ele. Melhor o afastamento, mesmo correndo o risco de a amizade nunca mais ser a mesma, do que perder a amizade para sempre.
Hoje? Feliz, certa dos meus objetivos e dos meus sentimentos. Correndo atrás de tudo que eu quero. Mas hoje bateu um misto de tristeza e extrema felicidade... Tristinha porque alguém vai embora e não teremos a chance de continuar o que estava começando. E muito feliz porque essa pessoa teve uma proposta irrecusável e está indo realizar isso.
As poucas pessoas que me conhecem bem sabem que após o fim com o falecido eu fiquei bem mal (normal isso levando em consideração 5 anos e tudo que aconteceu) e, após o ‘mal’, Liana aqui virou um iceberg. Sem sentir, sem me envolver, e até gostando bastante disso.
Pra quem não conhece a história, sou uma das ‘incapacitadas mentalmente’ que a Norma cita no texto (sou a A.). Não escrevi este texto e ele foi escolhido entre os que recebi por 2 motivos: eu conheço os personagens e foi realmente o mais babaca. Mas uma coisa eu digo: este texto não contém nem 1/3 das babaquices totais do indivíduo (inclusive contém as mais ‘soft’).
Voltando ao iceberg... É bom não sentir e não se envolver, não ser afetada nem pelo presente e nem pelo passado. Sinceramente, eu apenas não me importava, não sentia e toquei minha vida, recoloquei tudo nos eixos, voltei a dançar, a estudar, a fazer tudo que eu gostava e ir atrás de tudo que eu queria.
Mas... um belo dia conheci um ser humano que derreteu esse iceberg. Não foi pra frente, não tenho nenhuma mágoa dele, não sinto nada por ele (nem amizade)... a não ser agradecer que ele tenha aparecido. Por quê? Sentir é uma merda, traz de volta inclusive lágrimas que ficaram esquecidas e não foram derramadas... Mas é a melhor coisa do mundo! Sentir mostra que ainda sou humana.
Algumas coisas voltaram-vieram à tona... Nada que derrube, mas como eu sei os efeitos que coisas não resolvidas podem ter, voltei pra terapia. Nessa de sentir, também acabei me envolvendo com um amigo... Uma pessoa que eu realmente amo mesmo, como pessoa... Mas que eu precisei tomar medidas drásticas pra afastá-lo. Bem aquela coisa de se eu continuasse próxima, naquele momento, com o que eu estava sentindo, eu ia acabar brigando feio com alguém que nunca fez nada contra mim. A confusa era eu, não ele. Melhor o afastamento, mesmo correndo o risco de a amizade nunca mais ser a mesma, do que perder a amizade para sempre.
Hoje? Feliz, certa dos meus objetivos e dos meus sentimentos. Correndo atrás de tudo que eu quero. Mas hoje bateu um misto de tristeza e extrema felicidade... Tristinha porque alguém vai embora e não teremos a chance de continuar o que estava começando. E muito feliz porque essa pessoa teve uma proposta irrecusável e está indo realizar isso.
07/12/2009
nem a lobotomia salva!
Semana começou bem... Indo deixar carro na oficina e descobrindo que sai mais barato bater o dito cujo e pagar a franquia do seguro do que mandar consertar o que está precisando. Ou seja: ou eu bato o carro, ou alguém por favor roube-o e suma com ele para todo o sempre, amém!
Alguém se lembra do stalker? Pois é, essa criatura não esquece que eu existo e já deve fazer uns 2 anos que não me deixa em paz. Inclusive os comentários aqui do blog são moderados porque esse babaca praticamente todo santo dia deixa algum comentário falando merda, e consegue ser tão burro deixa inclusive assinado com link pro blog dele. Pra se ter uma idéia do quanto o cara é pinel, perturbou até minha amiga e chegou a deixar comentários no blog dela enchendo o saco.
Eis que ontem cansei (só ontem foram 4 comentários do retardado), peguei telefone e endereço dele com a coitada que tem o desprazer de ser prima dele, e liguei para falar com a mãe do indivíduo – em tempo: como o doido é tão doido que já esteve 3 meses internado, a prima dele já havia conversado com a mãe dele e já haviam conversado com ele e com o psiquiatra dele para que ele parasse de me encher o saco.
Não parou. Nada adiantou, nem mandar se fuder, nem ignorar. Devo mesmo ter sido enfermeira de hospital psiquiátrico numa outra encarnação e agora os doidos voltaram pra me perseguir (ou então devo ter atirado pedras na cruz enquanto Jesus agonizava).
Dito isso, peço ajuda. Idéias do que fazer caso este fugitivo do hospício continue tomando remédios vencidos e me perturbando. Algumas idéias que tive agora:
- divulgar nome completo, endereço e telefone aqui no blog (assim todos podem passar trotes e mandar entregar camisas de força na casa dele);
- contratar um negão pra comer a bundinha dele;
- contratar alguém pra seqüestrá-lo e fazer uma lobotomia (se bem que esse aí, nem a lobotomia salva).
Mais idéias?
Alguém se lembra do stalker? Pois é, essa criatura não esquece que eu existo e já deve fazer uns 2 anos que não me deixa em paz. Inclusive os comentários aqui do blog são moderados porque esse babaca praticamente todo santo dia deixa algum comentário falando merda, e consegue ser tão burro deixa inclusive assinado com link pro blog dele. Pra se ter uma idéia do quanto o cara é pinel, perturbou até minha amiga e chegou a deixar comentários no blog dela enchendo o saco.
Eis que ontem cansei (só ontem foram 4 comentários do retardado), peguei telefone e endereço dele com a coitada que tem o desprazer de ser prima dele, e liguei para falar com a mãe do indivíduo – em tempo: como o doido é tão doido que já esteve 3 meses internado, a prima dele já havia conversado com a mãe dele e já haviam conversado com ele e com o psiquiatra dele para que ele parasse de me encher o saco.
Não parou. Nada adiantou, nem mandar se fuder, nem ignorar. Devo mesmo ter sido enfermeira de hospital psiquiátrico numa outra encarnação e agora os doidos voltaram pra me perseguir (ou então devo ter atirado pedras na cruz enquanto Jesus agonizava).
Dito isso, peço ajuda. Idéias do que fazer caso este fugitivo do hospício continue tomando remédios vencidos e me perturbando. Algumas idéias que tive agora:
- divulgar nome completo, endereço e telefone aqui no blog (assim todos podem passar trotes e mandar entregar camisas de força na casa dele);
- contratar um negão pra comer a bundinha dele;
- contratar alguém pra seqüestrá-lo e fazer uma lobotomia (se bem que esse aí, nem a lobotomia salva).
Mais idéias?
05/12/2009
dancinha de sábado
Uma das coisas que mais gosto nesta vida chama-se dança, seja para assistir ou para praticar. Comemorando o fim do ano, dezembro será o mês da dança aqui no blog - todo sábado um videozinho de dança diferente.
Inaugurando, um dos grupos que mais gosto de assistir, em um dos espetáculos deles que mais me marcaram (é, assisti a todos...rs...).
Inaugurando, um dos grupos que mais gosto de assistir, em um dos espetáculos deles que mais me marcaram (é, assisti a todos...rs...).
02/12/2009
ignorância nacional
Em meio a denúncias sobre o nosso mais novo ladrão descoberto, o governador Josè Roberto Arruda, e a declarações do nosso ladrão encoberto que nunca soube de nada, o presidente Lula... estava eu lendo um livro. Excelente, chama-se “Power and Prosperity”, de Mancur Olson, e todas as pessoas que se interessam por política e economia deveriam ler este livrinho.
Enfim... já que nosso digníssimo presidente declarou que “as imagens não falam por si”, referindo-se às denúncias contra o governo do DF e já que 2010 é ano de eleições e alguns ladrões serão substituídos (enquanto outros, como Joaquim Roriz, devem voltar para roubar um pouco mais - escondido! - num 5º mandato)... transcrevo abaixo um trecho do livro (foi mal pra quem não entende inglês, mas eu não estava nem um pouco a fim de traduzir...):
THE “RATIONAL IGNORANCE” OF THE TYPICAL CITIZEN
The typical voter is, accordingly, “rationally ignorant” about what choices would best serve the interest of the electorate or any majority in it. This point is most dramatically evident in national elections. The gain to a voter from studying issues and candidates until it is clear what vote is truly in his or her interests is given by the difference between the value to the individual only (rather than the society) of the “right” and the “wrong” election outcomes, multiplied by the probability that a change in the individual’s vote will alter the outcome of the election. Since the probability that a typical voter will change the outcome of the election is vanishingly small, the typical citizen, whether he or she is a physician or a táxi driver, is usually rationally ignorant about public affairs.
Sometimes information about public affairs is so interesting or entertaining that acquiring it for these reasons alone pays; this situation appears to be the single most important source of exceptions to the generalization that typical citizens are rationally ignorant about public affairs. Similarly, individuals in a few special vocations can receive considerable rewards in private goods if they acquire exceptional knowledge of public goods. Politicians, lobbyists, journalists, and social scientists, for example, may earn more money, power, or prestige from knowledge of public affairs. Occasionally, exceptional knowledge of public policy can generate exceptional profits in stock exchanges or other markets.
The fact that the benefits of individual enlightenment about public goods are usually dispersed throughout a group or nation, rather than concentrated upon the individual who bears the cost of becoming enlightened, explains many phenomena. It explains, for example, the “man bites dog” criterion of what is newsworthy. If the television newscasts were watched or newspapers were read solely to obtain the most important information about public affairs, aberrant events of little public importance would be ignored and the complexities of economic policy and quantitative analyses of public problems would be emphasized. When the news is, by contrast, largely na alternative to other forms of diversion or entertainment for most people, intriguing oddities and human-interest items are in demand. Similarly, events that unfold in a suspenseful way or sex scandals among public figures are fully covered by the media. Public officials, often able to thrive without giving the citizens good value for their taxes, may fall over an exceptional mistake that is simple and striking enough to be newsworthy. Protests and demonstrations that may offend a significant portion of the public make diverting news and therefore call attention to arguments that might otherwise be ignored.
The rational ignorance of electorates – and thus of majorities – means that majorities will often fail to see their true interests. They can be victims of predations that they do not notice. They can be persuaded by superficially plausible arguments that a given policy is in the interest of the majority or of the society as a whole, when it really only serves some special interest. When we consider the incentives facing special-interest groups, we see that this problem is very serious.
Enfim... já que nosso digníssimo presidente declarou que “as imagens não falam por si”, referindo-se às denúncias contra o governo do DF e já que 2010 é ano de eleições e alguns ladrões serão substituídos (enquanto outros, como Joaquim Roriz, devem voltar para roubar um pouco mais - escondido! - num 5º mandato)... transcrevo abaixo um trecho do livro (foi mal pra quem não entende inglês, mas eu não estava nem um pouco a fim de traduzir...):
THE “RATIONAL IGNORANCE” OF THE TYPICAL CITIZEN
The typical voter is, accordingly, “rationally ignorant” about what choices would best serve the interest of the electorate or any majority in it. This point is most dramatically evident in national elections. The gain to a voter from studying issues and candidates until it is clear what vote is truly in his or her interests is given by the difference between the value to the individual only (rather than the society) of the “right” and the “wrong” election outcomes, multiplied by the probability that a change in the individual’s vote will alter the outcome of the election. Since the probability that a typical voter will change the outcome of the election is vanishingly small, the typical citizen, whether he or she is a physician or a táxi driver, is usually rationally ignorant about public affairs.
Sometimes information about public affairs is so interesting or entertaining that acquiring it for these reasons alone pays; this situation appears to be the single most important source of exceptions to the generalization that typical citizens are rationally ignorant about public affairs. Similarly, individuals in a few special vocations can receive considerable rewards in private goods if they acquire exceptional knowledge of public goods. Politicians, lobbyists, journalists, and social scientists, for example, may earn more money, power, or prestige from knowledge of public affairs. Occasionally, exceptional knowledge of public policy can generate exceptional profits in stock exchanges or other markets.
The fact that the benefits of individual enlightenment about public goods are usually dispersed throughout a group or nation, rather than concentrated upon the individual who bears the cost of becoming enlightened, explains many phenomena. It explains, for example, the “man bites dog” criterion of what is newsworthy. If the television newscasts were watched or newspapers were read solely to obtain the most important information about public affairs, aberrant events of little public importance would be ignored and the complexities of economic policy and quantitative analyses of public problems would be emphasized. When the news is, by contrast, largely na alternative to other forms of diversion or entertainment for most people, intriguing oddities and human-interest items are in demand. Similarly, events that unfold in a suspenseful way or sex scandals among public figures are fully covered by the media. Public officials, often able to thrive without giving the citizens good value for their taxes, may fall over an exceptional mistake that is simple and striking enough to be newsworthy. Protests and demonstrations that may offend a significant portion of the public make diverting news and therefore call attention to arguments that might otherwise be ignored.
The rational ignorance of electorates – and thus of majorities – means that majorities will often fail to see their true interests. They can be victims of predations that they do not notice. They can be persuaded by superficially plausible arguments that a given policy is in the interest of the majority or of the society as a whole, when it really only serves some special interest. When we consider the incentives facing special-interest groups, we see that this problem is very serious.
01/12/2009
1º de dezembro
Estou um tanto ausente da internet... tempo escasso é assim mesmo e a internet tem sido usada basicamente pra pesquisa e coisas ligadas a isso. Em breve devo cometer orkuticídio, penso em cometer twittercídio e provavelmente o único sobrevivente dos ‘cídios’ será o blog (eu me divirto escrevendo, fazer o quê?...rs...).

Hoje, na correria, faço apenas alguns comentários:
- Se for trair sua esposa, namorada, noiva, tenha a decência de ao menos usar camisinha. Traição já é detestável, colocar a parceira em risco é mais detestável ainda. Tenho uma amiga que há pouco tempo descobriu que está com Aids... pegou de quem? É... do parceiro em quem ela confiava.
- Se for agir como Papa, citar a Bíblia e condenar o uso de anticoncepcionais, CALE-SE! É religioso e quer ajudar ao próximo? Vá trabalhar em campanhas de conscientização, distribuir camisinhas ou ser voluntário na África (além da fome e das guerras civis, eles ainda têm que enfrentar epidemia de Aids).
- Tem vida sexual ativa? Faça o teste de HIV. Não tem dinheiro e nem plano de saúde? É possível fazer o teste de graça na rede pública de saúde (ou faça a boa ação de doar sangue e receba de presente teste de HIV, sífilis, hepatite). Nada é desculpa pra este tipo de desinformação e você pode estar colocando outras pessoas em risco sem saber.
- É uma pessoa muito desinformada? Entre AQUI.

Hoje, na correria, faço apenas alguns comentários:
- Se for trair sua esposa, namorada, noiva, tenha a decência de ao menos usar camisinha. Traição já é detestável, colocar a parceira em risco é mais detestável ainda. Tenho uma amiga que há pouco tempo descobriu que está com Aids... pegou de quem? É... do parceiro em quem ela confiava.
- Se for agir como Papa, citar a Bíblia e condenar o uso de anticoncepcionais, CALE-SE! É religioso e quer ajudar ao próximo? Vá trabalhar em campanhas de conscientização, distribuir camisinhas ou ser voluntário na África (além da fome e das guerras civis, eles ainda têm que enfrentar epidemia de Aids).
- Tem vida sexual ativa? Faça o teste de HIV. Não tem dinheiro e nem plano de saúde? É possível fazer o teste de graça na rede pública de saúde (ou faça a boa ação de doar sangue e receba de presente teste de HIV, sífilis, hepatite). Nada é desculpa pra este tipo de desinformação e você pode estar colocando outras pessoas em risco sem saber.
- É uma pessoa muito desinformada? Entre AQUI.
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